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Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Começar a semana

                       (foto de António Manzone)

 

O fim de semana passa num instante, mal temos tempo de acabar de respirar o ar do mar e já o despertador nos está a chamar para a realidade.

 

Ser português

Infelizmente, e aos poucos, vamos ficando sem aqueles que davam o "sal e a pimenta" do nosso povo, do sermos portugueses, conhecidos por sermos um povo alegre e "sempre em festa".

Um povo de comediantes, fadistas, artistas que se vai perdendo e os que vão ficando, e alguns muito bons, perdem-se no meio de tanto fechar as portas á nossa cultura, só tem direito a subsidios e ajudas quem tem "cunhas". Perdemos mais uma figura marcante do nosso teatro - Raul Solnado - que tanto deu á nossa cultura e tão arredado foi daquilo que gostava. Façam agora todas as homenagens, façam agora todos os elogios, falem agora todos dele mas nunca se esqueçam que é em vida que devemos ser lembrados. Grande Solnado que em plena ditadura dava jus ás rábulas que só se ouviam na revista. As criticas ao governo, ao Salazar, ele no seu jeito incomparável, e "mascarando-as" no seu humor fazia-nos rir e esquecer um bocado a época em que viviamos. Não me esqueço do programa "Zip-Zip" e das histórias espectaculares que ele contava. "A guerra de 1908", "A história da minha vida", "É do inimigo??" e tantas outras revistas e comédias teatrais em que entrou, marcaram a sua passagem entre nós em que nos deixou mais "ricos".

Toda a sua vasta passagem pelos nossos palcos está aqui descrita http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Solnado

 

E aqui deixo aquela que é para mim a maior memória que tenho do Raul Solnado.

 

"A guerra de 1908"