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Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Está dificil

Estes dias tem sido dificil conseguir deixar aqui algumas palavras porque o meu serviço virou "Feira da Ladra". Tudo ao molho e fé em Deus. Tudo para ontem e quanto mais melhor. Mas, quando posso, aqui estou a deixar a marca da .

 

Ontem, estava a fazer o jantar e a ouvir as noticias da SIC (passo a publicidade), que ainda são as unicas que consigo ouvir em fundo, enquanto faço a paparoca, e despertou-me a atenção aquele assunto da frota automóvel para os gestores da TAP, porque acho que tinha ouvido um dia ou dois antes que este ano, por causa da crise (que tem pago tudo, coitada), não haveriam aumentos para os trabalhadores. Fiquei a pensar "bem feita, não tens tomado os comprimidos agora estás a alucinar" e fui confirmar na Internet, e não é que é verdade!!. A empresa anunciou que não poderia dar o aumento de ordenado aos trabalhadores porque a crise assim não o permitia e agora vai mudar a frota automóvel,  que, pela conversa do senhor que falou ontem pela TAP,  iriam ser uns "carros normais" e que iriam poupar não sei quantos milhões. Ora então esperava-se que a reacção dos trabalhadores fosse mesmo o repudio por essa benesse aos gestores e fizeram pré-aviso de greve de 4 dias. Pois claro, e realmente se as coisas são assim, e eu acredito que não irão ser "carros normais" nem que irão fazer poupança coisissima nenhuma, acho bem que lutem pelos seus direitos. E agora lá vem o dito senhor falar pela TAP e dizer que essa greve vai piorar a situação da empresa, mas lá fica o "doce" de que talvez no final do ano já se possa pensar num aumentozito aos empregados. É complicado para mim, realmente, porque "processo" os dados mais devagar (será??). Eu ainda não entendi bem se a TAP dá prejuizo ou se afinal dá lucro.

 

O caso Quimonda, em que depois de todas as tentativas para "segurar" aquela empresa, ontem foram chamados alguns trabalhadores em "lay-off" para irem acabar uma produção que estava em mãos. Esses trabalhadores em "lay-off" e pelo que percebi, estão em casa e a receber menos 40% do seu salário, que para as condições e situação em que estão tantas empresas em que algumas até fecharam as portas, diga-se que "do mal o menos". Só que pelo que vi por aqui na Internet vai haver um plenário em que vão pedir aumento para os ordenados em "lay-off". Pois, que acho que têem razão, mas também acho que a empresa não está em condições disso e o que pode acontecer é serem mais não sei quantos trabalhadores sem NENHUM ordenado porque, pelo que parece, a compra da empresa ou partes da empresa está longe de acontecer.

 

Gostava de fazer um áparte e dizer que trabalho numa empresa privada em que também não houve aumentos, mas para os automóveis e telemóveis que a maior parte do pessoal e entidade patronal utilizam para trabalho e particularmente, (a que eu não tenho direito e que não entendo porquê e nem tenho coragem de fazer essa pergunta) existe sempre dinheiro. Falou-se em contenção de despesas mas ficou-se por retirar lâmpadas que não faziam falta estar acesas, cortar na compra de material de escritório, controlar as chamadas telefónicas dos fixos, poupar na água e em outros pormenores chamados de "tostões" mas naquilo que dá mais despesa, nem se tocou e como é normal essas despesas aumentaram como tudo aumentou. Como empregada de uma firma privada, o direito a fazer greve fica restringido a ter a surpresa de ser despedida de seguida. Sindicatos nem me falem deles porque infelizmente quando são realmente precisos fogem de nós. Agora acho (e estou a emitir a minha opinião) no estado em que actualmente estamos devemos de questionar muito bem a questão da Greve. Muitos trabalhadores pensam que estão bem "amparados" pelos ditos Sindicatos mas não estão. Convençam-se disso. Só existem para aparecer na TV e depois quando o caso chega aos extremos "xauzinho, já fomos" e fica tudo "á nora" com problemas graves por resolver.

 

E por agora não tenho mais nada a dizer.