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Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Fim semana

Espero que o fim semana seja de paz e descanso. E não quero só para mim quero para todos.

 

(foto de António Manzone)

Cá estou eu

Voltei, depois de uma pequena ausência. Ás vezes temos de parar para pôr as ideias em ordem, para enterrar de vez algumas pessoas e situações, para fazermos uma retrospectiva do que andamos a fazer nesta vida e do que nos fazem. Há um prazo para se fazer o "luto" de pessoas e coisas. Eu ainda não fiz o luto da morte dos meus pais, por exemplo. Ainda tenho muita mágoa e tristeza por os ter perdido tão cedo, tão repentinamente e tão perto um do outro porque os meus pais eram acima de tudo pilares mestres na minha vida e esse luto, esse "arrumar" na gavetinha certa, ainda não está completamente feito. Ontem, e de há uns dias para cá, tentei perceber como estavam algumas coisas na minha vida. Tentei me desculpar, tentei me justificar, cheguei ao ponto até de me "humilhar" um bocadinho para perceber certas coisas. E percebi, finalmente percebi e da pior maneira e assim depois de chorar um bocadinho, de lutar com a arritmia, de lutar com a minha cabeça e principalmente de lutar com o meu coração disse BASTA, não é isto que quero para a minha vida. Sofrer por pessoas que não valem nada, por pessoas que me fizeram sacrificar tanta coisa, que me fizeram quase que tomar decisões complicadas na vida. Por isso e depois de quase me bater a mim própria pensei "Chega, pára, arruma a cabeça e as ideias e olha em frente porque tens muito com que te preocupares na tua vida, tens muito mais á tua frente, uma familia que precisa de ti e tu também precisas mais ainda de ti." Aí mandei um grito interior "ODEIO-TE" respirei fundo, gritei mais algumas vezes e cá estou eu de volta quase que sarada e de "luto" feito por quem enterrei bem fundo no meu coração. Amor, acreditem, transforma-se muito fácilmente em ódio. PONTO FINAL

(foto em www.diabola.org)