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Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Lua sem Sol

"Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA não consegue esconder que é triste."

Impressionante e Inacreditável

Na edição de Novembro da revista Courier Internacional vem uma reportagem sobre a violência na Guiné Conacri e as violações executadas num estádio. Fiquei impressionada e pensei "onde andam os senhores dos Direitos Humanos ???". Leiam ....

 

 06/10/2009

Mulheres tornam-se alvos da violência em Guiné

The New York Times

Adam Nossiter

Em Conacri (Guiné)

 

Fotos tiradas com celulares, feias e difíceis de refutar, estão circulando aqui e alimentando a revolta: elas mostram que mulheres foram alvos dos soldados guineanos que suprimiram uma demonstração política em um estádio nesta capital na semana passada, com vítimas e testemunhas descrevendo estupros, espancamentos e atos de humilhação intencional.


(Mulher se desespera em frente à grande mesquita de Conacri, onde o governo de Guiné expôs dezenas de cadáveres de oposicionistas mortos pelas forças de segurança do país em 2 de outubro, numa nova demonstração de força do chefe da Junta Militar, capitão Moussa Dadis Câmara)



"Não consigo dormir à noite, após o que vi. Estou com medo. Vi muitas mulheres serem estupradas, muitas mortas", disse uma mulher de meia idade de uma família tradicional, que tinha sido molestada sexualmente. Uma fotografia mostra uma mulher nua deitada na lama, com as pernas para cima, um homem de uniforme militar em frente a ela. Em outra foto, um soltado de boina vermelha está tirando a roupa de uma mulher que parece perturbada meio deitada, meio sentada na terra. Em uma terceira, uma mulher quase nua está deitada no chão puxando as calças para cima.

As fotografias de celulares estão circulando anonimamente, mas várias testemunhas corroboraram os eventos. Os ataques fizeram parte de uma repressão violenta no dia 28 de setembro no qual soldados mataram dezenas de manifestantes não armados no principal estádio da cidade, onde cerca de 50 mil pessoas estavam reunidas. Organizações de direitos humanos dizem que ao menos 157 morreram; o governo estipula um total de 56.

Contudo, mais do que o tiroteio, os ataques às mulheres - horríveis em qualquer lugar, mas encarados com particular revolta em países muçulmanos como este - parecem ter traumatizado os cidadãos e endurecido a determinação da oposição a forçar a saída do líder da junta militar, capitão Moussa Dadis Camara.

 

Leia todo o artigo

 

Fica-nos como que um buraco no estômago por tanta violência gratuita e aos olhos de toda a gente sem, no fim, haverem culpados de tanta humilhação. Enfim, é o Mundo podre onde vivemos.